Entrevistas

Erica Mizutani 4

A artista plástica Erica Mizutani tem uma obra marcante e original, repleta de cores, traços e formas. É um misto de pop arte, art noveau, anos 60 e 70, com grafismos orientais, traços divertidos e bem femininos, que encantam adultos e crianças. Suas obras são tão ecléticas quanto a sua vida. Sua inspiração vem das diferentes paisagens por onde passou, como o Japão, onde conheceu Tóquio, Osaka, Tenri e Nara ou o Vale do Paraíba, distante cerca de 130km de São Paulo, onde viveu por quatro anos. Filha e neta de artistas, Erica quis trilhar o seu próprio caminho. Estudou artes plásticas na FAAP e já expôs seu trabalho em diversos lugares, entre eles: Casa das Caldeiras, Casa Cor Santa Catarina, Urban Arts e A Casa Branca, entre outros. 

 

Trabalhar com criatividade é fazer com amor, sem medo.
Você é filha de uma brasileira e um japonês, sua arte tem uma certa influência das duas culturas, mas como tudo começou? 
A influência é natural, dificil explicar. Vou no embalo do que sinto e a arte sai assim, com essa cara de japa que caiu de paraquedas em algum lugar indefinido. A paixão pelo desenho começou muito cedo, sempre incentivada pelo meu pai. Desde bem pequena eu já passava horas sozinha desenhando na escada de casa. Cada dia eu sentava em um degrau diferente, pra não enjoar.
 

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Você já fez trabalhos para revistas, livros, fachadas e até skate. Como é criar para produtos variados. Onde mais podemos encontrar sua arte? 
Trabalhei por muito tempo numa agência de mershandising, focada em materiais para ponto de venda. Eu precisava entender muito bem do encaixe de uma arte ainda em plano bidimensional e transferi-la para a peça, tridimensional. Isso abre algumas portinhas do cérebro, fazendo você enxergar as artes soltas no ar. Então, sem medo eu vou aplicando em diversas mídias e plataformas.
 
Conte um pouquinho sobre as suas exposições, quais foram e por onde passaram? 
Já participei de várias exposições coletivas e algumas individuais. Algumas me marcaram mais do que outras, talvez pelo trabalho pré-exposição, de pesquisa e organização. A exposição que fiz na Galeria 'A Casa Branca' me marcou demais, porque além de mostrar as obras em tela, também levei peças de design, como mesas, luminárias e alguns toy arts
 

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Cada vez mais as pessoas buscam produtos exclusivos, que reflitam seus gostos e personalidade. Você recebe muitos convites para personalizar móveis e objetos? 
Recebo sim, mas não é o meu foco, a não ser que seja alguma parceria com marcas e produtos customizados em série. Eu prefiro pintar telas mesmo, quando o assunto é pincel e tinta, ali na raça mesmo.
 
Para você arte e música caminham juntas, se complementam? Você teve uma experiência na música, como foi?
Como vocês sabem disso, que toquei cello? kkk Eu fiz apenas sete meses de cello e me apaixonei, resolvi aprender logo um instrumento complicado, mas foi incrível! Eu descobri que podia tirar sons de ouvido, então algo só meu, assim como quando pinto. Parei quando meu cello caiu no chão e quebrou o braço. O lutier sumiu, não o encontro mais nem nas redes sociais. 
 
 
Quem são suas principais influências e inspirações? 
Sou apaixonada por essa leva de artistas japoneses que estão conquistanto o mercado da arte e design: Yoshimoto Nara, Takashi Murakami e Aya Takano.
 
O que é fundamental para quem deseja trabalhar com arte? 
Aprender a usar os materiais com os pincéis adequados. Só isso, não precisa saber desenhar bem e também não existe regra pra combinar cores.
 

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Fonte: Erica Mizutani
Fotos: Divulgação 

 

 
 

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