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O artista plástico Rodrigo Sassi apresenta a obra "Tudo aquilo que eu lhe disse antes mas nem eu sabia", na Galeria Transitória do Red Bull Station. O trabalho traz referências arquitetônicas do cenário urbano de São Paulo, materiais e imagens relacionadas a um canteiro de obras tomam uma forma distorcida e maleável. Sassi é paulista, estudou artes plásticas na Fundação Armando Alvares Penteado e teve o início da sua trajetória artística marcada pelo desenvolvimento e prática de intervenções urbanas. Ele vivenciou e usou a cidade como suporte de atuação, reflexão e inspiração para seus trabalhos.
 
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Nesta obra (foto acima), Sassi mostra composições criadas a partir de formas de concreto armado, que interferem e atuam sobre o espaço criando sua própria arquitetura na galeria principal do Red Bull Station. O site-specific é uma obra que foi pensada e desenvolvida para o local e que tem grandes dimensões: são 12 metros de comprimento por dois metros e meio de altura, numa escultura estruturada com materiais descartados de construções da cidade e do Estado de São Paulo. "Essa obra é uma oportunidade de explorar mais a fundo as possibilidades construtivas que meu trabalho investiga. Venho moldando e descaracterizando estruturas arquitetônicas com o objetivo de criar um desenho no espaço por meio do movimento de linhas, curvas, volumes e luzes", diz Sassi.
 

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O trabalho de Rodrigo normalmente começa fora do ateliê, descreve Thais Rivitti. Ela conta que é nas sobras de obras da construção civil que o artista encontra a madeira com a qual trabalha. Os resíduos desses grandes empreendimentos são o ponto de partida para o artista montar, em seu ateliê, grandes e compridas formas e preenche-las com cimento. "As formas são retalhos, recortes trabalhados artesanalmente pelo artista. Depois de muito lidar com o material, hoje Rodrigo é capaz de dobrá-lo. Consegue montar as suas peças com bem entende. Faz curvas com a  madeira, não apenas curvas sutis, mas verdadeiras inversões, subvertendo o caráter rígido do material. Essa parte do trabalho é feita no ateliê. Aquele corpo-a-corpo, tão conhecido de alguns pintores e escultores que têm práticas mais manuais. É lá, naquele ambiente fechado e separado do mundo, que a alquimia acontece. A matéria pesada torna-se uma linha, um vetor, uma indicação de movimento. Retirada da rua, a matéria é capaz de erguer-se, escorar-se em paredes ou apoios improvisados e subir, expandir-se, mover-se", define Thais.
 
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Fernando Velazquez, curador do Red Bull Station, conta que essa é a maior obra que o artista já fez e a primeira vez que usa luzes em uma escultura. É uma mudança de escala na apropriação e no uso das técnicas de materiais. "Quando Sassi usa a madeira e o concreto, ele remete à construção civil e, consequentemente, ao consumismo. Além disso, com essa obra em grandes proporções, ele cria uma espécie de arquitetura, na qual o visitante pode andar em meio à escultura", resume Velazquez.  
 
A obra "Tudo aquilo que eu lhe disse antes mas nem eu sabia", fica aberta à visitação até 17 de outubro, de terça à sábado, das 11h às 19h, com entrada gratuita. O espaço Red Bull Station fica na Praça da Bandeira, no centro de São Paulo, na antiga subestação Riachuello, espaço tombado como patrimônio histórico.
 

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Fonte: Rodrigo Sassi
Fotos: Divulgação
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A mostra ficará aberta de 27 de agosto a 30 de outubro no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC).

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A mostra apresenta 137 trabalhos entre pinturas, esculturas, vídeos, instalações, desenhos e gravuras quase todos inéditos no Brasil. Estará em cartaz até dia 26 de setembro na Pinacoteca em São Paulo.

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Nesse ano o evento acontece em junho e julho e conta com a mostra do fotógrafo britânico Martin Parr, a maior já realizada na América do Sul.

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A 12ª edição do evento acontece entre os dias 20, 21 e 22 de maio.

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