Entrevistas

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A modelo mineira Nathalie Edeburg esbanja beleza e talento. Já morou em cidades como Nova Iorque, Paris e Tóquio, estampou capas de revistas como Vogue, Marie Claire e L´Officiel, fez editoriais para Elle Italia, VanityFair, V Magazine, além de diversos desfiles para marcas de renome. Não bastasse todo esse currículo no universo da moda, ela também se arrisca a pintar e faz bonito, inclusive foi convidada para representar o Brasil no projeto "The Non Violence", onde coloriu uma peça contra a violência, para rodar o mundo. Por enquanto ela pinta apenas como terapia, mas a qualidade dos trabalhos revelam uma artista promissora. Enquanto a primeira exposição de Nathalie não sai, confira alguns trabalhos e um pouco da sua história.  

Aprender a ver as experiências da vida como um aprendizado é uma dádiva, pois nada é por acaso. 
 
No começo de sua carreira, você foi apontada como uma das new faces mais promissoras que surgiram no SPFW, o que isso representou para sua carreira?
Na minha carreira com certeza foi um marco inicial forte, mas o mais importante foi me sentir incentivada a deixar de fazer muitas das coisas que adolescentes da minha idade na época fariam e assumir uma responsabilidade maior diante de uma oportunidade enorme de poder viajar, trabalhar, e passar por grandes experiências das quais nunca irei me arrepender.
 

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Como modelo quais seus trabalhos que mais se destacam? O que você mais gostou de fazer e o que teve mais visibilidade?
Fiz campanhas para grandes marcas brasileiras como Osklen, Cris Barros, M. Officer, Le Lis Blanc e Triton. Também fui capa de revistas como Vogue, Marie Claire e L'Officiel o qual me trouxeram bastante visibilidade. Fiz editorais no exterior para Elle Italia, VanityFair, V magazine, Elle Americana, Vogue Teen Americana, além de catálogos para a marca Pink da Victoria's Secret. Não tem um trabalho específico que possa dizer que gostei mais de fazer, porque cada um foi especial, além de que eu gosto muito do que faço. Trabalhar para mim é prazer.
 
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Quais as maiores dificuldades que você enfrentou para ingressar no universo da moda?
A minha primeira dificuldade foi deixar minha casa e me jogar no mundo, mas essa hoje eu já tiro de letra. Depois foi encontrar o equilíbrio interno, porque viajar o tempo todo é muito desafiador. Passo muito tempo sozinha, mas fui aprendendo a me tornar a minha melhor companheira. Com toda a bagagem que fui adquirindo durante a vida também fui me conhecendo melhor e hoje reconheço que preciso de só de quatro coisas pra estar bem: arte, espiritualidade, naturologia e atividade física. 
 
Não tem um trabalho específico que possa dizer que gostei mais de fazer, porque cada um foi especial. 
 
Você é filha de um DJ, isso influenciou no seu contato com a música? Quais os seus estilos preferidos?
Com certeza, aprendi muito com o meu pai sobre música, especialmente dos anos 80, new wave e rock clássico. Do outro lado da minha família tenho vários tios e primos músicos, então de lá eu aprendi muito sobre a música brasileira: bossa nova, samba e rock nacional. Viajando descobri o jazz e o blues. Hoje eu gosto de música boa, de todos os estilos musicais, afinal tem música para cada momento.
 
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Você também pinta e fotografa, conte um pouquinho sobre isso. Consegue manter uma rotina? 
A arte para mim é uma grande terapia e eu gosto de levar dessa forma. Todos nós somos artistas e nos identificamos com diferentes formas de expressar a arte. Fui despertada pela fotografia e me encantei, isso foi a uns quatro anos atrás. Depois comecei a pintar e hoje sempre carrego algum material comigo, quando tenho um tempo eu tiro da bolsa e começo a pintar. É como meditação, me conecta com o momento presente. Recomendo para todos que se expressem através de alguma forma de arte, seja a música, tocando um instrumento, pintando, fotografadano, atuando, etc.
 

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Fale um pouco sobre as suas obras como artista plástica e onde você busca inspiração para produzir sua arte? 
Minhas obras de arte eu acredito que expressam muito sobre o meu interior. Como eu faço arte como uma forma de terapia, consigo transmitir as emoções para o papel. Elas podem ser bem interpretadas por quem me conhece bem ou quem sabe do momento ou fase que estou passando. Busco inspiração estudando sobre os grandes mestres como Picasso, Matisse, Klimt, Schieli, Degas, Gauguin, Van Gogh... acredito que estes grandes artistas ainda não eram tão influenciados pelo mercado da arte e pintavam abertamente com o coração. Visitar museus e galerias também sempre me inspira bastante.
 
Hoje sempre carrego algum material comigo, quando tenho um tempo eu tiro da bolsa e começo a pintar.
 
Você é uma das embaixadoras do Projeto Non Violence, da ativista Yoko Ono, aqui para o Brasil. Como é este projeto? 
O Non-Violence é um projeto educativo de incentivo a não violência. Para mim foi uma honra ter sido convidada e um grande desafio pintar uma das 50 réplicas da "The Knotted Gun". A missão do projeto é inspirar, motivar e envolver jovens em um movimento mundial para reduzir radicalmente a violência e mudar atitudes.
 

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Quais são os seus projetos? Como você imagina sua vida no futuro? 
Venho em busca da minha autorrealização já faz algum tempo, pois a autorrealização para mim é felicidade. Busco aquele "estar de bem com a vida" independente do que aconteça. Depois, o segundo passo é compartilhar essa energia com o mundo e regar a sementinha da consciência em cada ser humano. Também tenho minha metas materias, mas elas virão como lucro, afinal, quando a gente entra em harmonia com o universo tudo conspira. Tenho um projeto de incentivo a arte, o "How Do I Feel Today Project", que logo lançarei o site, mas por enquanto divulgo através do meu instagram @natyedenburg. Acredito firmemente no poder da arte como "terapia", como um meio de comunicação e expressão através de formas e cores. Também acredito na pratica de qualquer tipo de arte como meditação, pois nos conectamos com o momento presente quando estamos produzindo arte. 
 
 
Fonte: @natyedenburg
Fotos: Divulgação
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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