Entrevistas

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O Mel Azul é uma banda de rock instrumental psicodélico formada por Antonio Carvalho, o Dedo Sujo; Gustavo Pradini, o D La Veiga; Nico Paoliello, o Muleke; Andres Tobal, o Dr. Herman e André Bruni, o Prodígio. Eles criaram um novo estilo, com rimas e vocais, denominado por eles como rock foda, um estilo único. O quinteto se reveza nos vocais de forma divertida e debochada, mergulhando o ouvinte em um universo particular, composto por personagens e histórias que misturam realidade e fantasia.

 

Faça o som mais foda você conseguir.

 

Como vocês se conheceram e formaram a banda?  
O Mel Azul surgiu por volta de 2008, quando D La Veiga, Dedo Sujo e Muleke começaram a tocar ainda como um trio instrumental. D La e Dedo Sujo tocavam desde cedo juntos, e conheceram Muleke nos tempos de faculdade. Mais tarde a banda virou um quarteto, depois quinteto. Hoje Dr. Herman e o Prodígio completam o Bonde do Esgoto.
 

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Contem sobre o projeto Hip Rock Gira Brasil
Hip Rock Gira Brasil é a websérie sobre a turnê que o Mel Azul fez no verão de 2013. Foram 31 dias de estrada pelo Brasil, 17 eventos em 12 cidades, retratados em 13 episódios. Vale ressaltar que a equipe do Freak Estúdio (estúdio da banda) se responsabilizou por todas as etapas da produção da tour, desde a montagem do palco, sonorização e agenciamento, até a logística. A websérie mostra os cenários musicais de diferentes cidades e as dificuldades para fazer uma turnê independente pelo Brasil. Você pode assistir todos os episódios no site Hip Rock Gira Brasil.  
 
O que motivou e como aconteceu a transição sonora de vocês do rock progressivo psicodélico/experimental e instrumental , do álbum Luz Além, para um som agora também com rimas e atmosfera de Funk e Soul Music?
Acho que muito da atmosfera do nosso primeiro disco, Luz Além, também está presente no Bonde do Esgoto. A única diferença é que em cima de nosso rock instrumental fizemos rimas, vocais e criamos o rock foda, um estilo único.
 
 
Como foi o processo de composição do segundo trabalho de vocês, o Bonde do Esgoto?
O disco teve vários processos de composição, fizemos gravações com a banda completa, produções com loops e samples e até sessões de improviso que viraram músicas. Ou seja, fizemos de todos os jeitos diferentes!
 
No show de vocês, costumam tocar de fantasia, contem um pouco mais sobre o conceito visual do show e dos personagens?
Cada integrante tem seu figurino, porque somos um Bonde, só que do Esgoto. Os figurinos retratam a personalidade de cada um e nos ajudam a expô-las com mais facilidade. Um show sem figurino e iluminação não é um show completo, esses detalhes são essenciais para que sua apresentação seja uma experiência completa para o público. Isso também foi o elo para fecharmos o conceito do disco, uma mistura de realidade com fantasia, rock foda ou rap psicodélico, o que nos permitiu sair do convencional, no som e nas letras, como uma banda de outro planeta ou de um filme em outra realidade.
 
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Quais dicas vocês dariam para quem está começando ou pretende seguir carreira artística?
A dica é fazer o som mais foda que você conseguirem.
 
Quais os planos para este ano e para 2016?
No primeiro semestre de 2015 lançamos o videoclipe Dr. Herman, filmado no antigo Hospital Psiquiátrico do Juquery. Mais recentemente lançamos o primeiro single da nossa trilogia A Saga Contra Os Caretóides. A balada melosa, Sound Of Healing que também conta com um videoclipe. Nos próximos meses completaremos a trilogia e começaremos a produção do nosso próximo disco.
 
Citem três bandas ou artistas nacionais e três bandas ou artistas internacionais que gostem e ou que inspiram o trabalho de vocês.
Ultimamente temos ouvido os sons do Rafael Castro, Kendrick Lamar, George Clinton e das bandas Inky, Raça e Die Antwoord.
 
 
Colaboração: Beto Abreu
Fonte: Mel Azul
Fotos: Divulgação
 
 

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