Entrevistas

Bruno Be Perfil

Em constante ascensão, seja na carreira de DJ como na de produtor musical, Bruno Be vem se consolidando mundialmente. Com apenas 8 anos de carreira, Bruno já tem várias conquistas no currículo; destaque para o primeiro lugar entre mais de 450 inscritos no concurso DJ Challenge, organizado pela equipe do Warung Waves, em parceria com a RBS TV e a Brasil Telecom. Reconhecido internacionalmente pelo seu talento, recebeu elogios de artistas como Phonique, Luciano, Jimpster, Miguel Migs, Robert Owens, Jazzanova, Kolombo, Grant Nelson e muitos outros. Suas tracks são lançadas por importantes gravadoras como Clubstar, Conya, Lou Lou e Future Audio. 

 

Fale um pouco da sua trajetória.

Comecei em 2004 na cidade de Araranguá, quando ainda não tinha uma cena eletrônica. Entrei como residente dos clubs Kabbun e Resumo, levei cerca de 1 ano até conseguir fazer o pessoal entender um pouco do que eu tocava (risos). Depois disso mudei pra Criciúma, onde fiz grandes e bons amigos enquanto tocava regularmente na clássica 1051club. Mudei de lá depois de ganhar o DJ Challenge, entre mais de 450 inscritos. Com isso entrei para a 3plus e tive o prazer de tocar pela primeira vez na pista principal do Warung Club com Sasha e no Planeta Atlântida. Isso foi no mesmo ano em que meu trabalho no estúdio começou a ficar mais sólido. Depois disso morei em várias cidades, até me estabelecer em Florianópolis como residente do Confraria Club. Foi quando minha carreira começou a decolar e desde então, cada ano tem sido melhor que o outro.

Se não fosse DJ e produtor o que você seria?

Provavelmente sem teto, só sei fazer isso, sério! hehehe

O que te inspira?

Pessoas simples, que são felizes com pouco.

Como funciona seu dia a dia no processo de produção musical? 

Não sou muito regrado. Se acordo bem eu ligo meu computador e começo a ideia, com fones de ouvido mesmo. A maioria das produções terminei nos fones mesmo, então tinha que levar pra escutar no som do carro e nos clubs pra ter certeza que tudo estava funcionando. Tracks como 'Polly' 'Killing Swith', 'Infinity' e muitas outras foram feitas desse jeito. Mas ultimamente tenho trabalhado em um baita estúdio, o Dado Prisco Studio, que tem feito uma enorme diferença.

O que você aconselha para novos profissionais do ramo?

Principalmente respeitar quem vive disso. Respeitar e conhecer a música e cada estilo, entender que ninguém cresce sozinho, saber dar valor e não esquecer as pessoas que te ajudam e ajudaram em cada passo. É preciso saber cobrar pelo seu trabalho e cuidar pra não passar por cima de ninguém durante o processo. Se for pra acontecer, vai acontecer.

Bruno Be 2

Qual o maior desafio que atravessou na carreira?

Até hoje pra mim o maior desafio é saber lidar com pessoas desrespeitosas, que podem ser donos de clubs ou até mesmo colegas de trabalho. Pessoas que são como o Cristo Redentor, abrem os braços mas não abraçam ninguém. Miram e usam pessoas como escada, agindo cegamente por sua ambição. Ter que conviver com um monte de gente desse tipo e procurar não 'soltar o verbo' é o mais difícil pra mim. 

Qual o papel do criador na sociedade contemporânea?

O criador tem que ter em mente que suas obras influenciam outras pessoas, então é dever do criador tomar cuidado e usar isso em prol da cena em questão.

Quais são suas influências e como você vê a nova safra de artistas da House Music, que irão se destacar em 2014 a nível mundial?

Me influencio por artistas que saem um pouco das "regras", como Chilly Gonzales. Sobre a nova safra não consigo apontar ninguém, todo ano aparecem esses gênios prodígios, de lugar nenhum (risos).

Qual sua maior ambição como profissional e ser humano?

Só quero que tudo continue como está. Já sou realizado profissionalmente sabendo que meu trabalho é respeitado por quem eu acho que merece ser respeitado. Espero que eu consiga continuar pagando as contas em dia e continuar tendo tempo pra dar a atenção que minha esposa, filha e família merecem.

Qual é sua maior realização?

Descobrir a minha vocação em tempo de viver dela.

Em que aspectos você considera que sua música pode intervir na sociedade?

Minha música é reflexo do que eu sou, do meu estado de espírito. Espero que as pessoas possam ouvi-las e sentir um pouco do que a vida é pra mim, lenta e simples.

 

 

 

 

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