Entrevistas

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Criolina é mais do que uma festa, é um movimento cultural, um evento que virou tradição em Brasília e ganhou espaço em outras outras cidades do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Goiânia e Uberlândia. O projeto da festa alternativa de todas as segundas-feiras no cerrado é dos DJs Pezão, OOps e Barata, que desenvolvem vários projetos, entre eles atividades socioculturais e educacionais. 


Como a Criolina começou?
A Criolina começou em 2005, como uma festa, inicialmente com a programação voltada somente para DJs locais de Brasília, que tem naturalmente uma vocação musical. O fato de a festa acontecer sempre às segundas-feiras fez com que bandas de outros estados que estivessem tocando na região passassem o fim de semana em Brasília, pra tocar na Criolina, com isso o espaço se abriu para receber DJs de outros estados e até países. A festa começou com uma pesquisa voltada para a música brasileira e a black music norte americana e sempre teve o vinil como importante suporte. Com o tempo foi abrindo espaço para outros estilos musicais como o balkan e afro beats, new funk, moombathon, kuduro e outros estilos mais modernos e com batidas mais pesadas.

A Criolina também teve edições em São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas, além de edições permanentes em Goiânia e Uberlândia.

Como a Criolina virou programa de rádio e TV?
A Rádio Cultura passava por uma reestruturação e buscava se reconectar com a cultura produzida no cerrado. Então veio o convite para que a Criolina tivesse um espaço na programação, meio que abrindo uma nova fase da emissora. Quase que simultaneamente, surgiu a oportunidade de fazer um programa na TV Apoio, um canal local com grande expressão nas cidades satélites, que sintonizam em UHF. Foi quando os integrantes do coletivo viraram VJs, entrevistadores, roteiristas, programadores, atuando em várias funções, sempre no improviso. O programa na telinha durou um ano e meio, com a presença de artistas nacionais, produtores, DJs e pesquisadores musicais. Passando clipes e documentários sobre música global, fazendo interação ao vivo e se transformando numa experiência muito enriquecedora.

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A Criolina também fez tributos para grandes artistas, conte um pouco sobre isso.
Através de parcerias com produtores de Brasília e São Paulo tivemos a “Criolina Emoções”, que foi uma releitura de Roberto Carlos, “Toca Raul” com músicas de Raul Seixas, “Criolina Já Elvis” com o som do Elvis Presley e “Tocaê” para homenagear Caetano Veloso. Também realizamos shows internacionais com Skatalites, Orquestra Imperial, Orquestra Contemporânea de Olinda, entre outros. As parcerias de desdobraram além da música e o escritório de design da Criolina passou a fazer capas de discos para bandas de Brasília e outros lugares, além de flyers e cartazes para festas.

O público de quando a festa começou se manteve ao longo do tempo?
Com o passar do tempo os frequentadores da festa tiveram filhos e isso fez com que se afastassem das festas às segundas-feiras. Então criamos o Kid Criolina, que é um evento onde os pais se reencontram, levando seus filhos para participar de brincadeiras, tudo isso acompanhado por música. O evento é realizado durante o dia, com atividades lúdicas, troca de gibis e repertório voltado para o universo infantil. Tudo isso para nos reaproximar do antigo público e trazer nossa curadoria e gosto musical para os pequenos, mantendo a chama acesa. Junto com essa festa surgiu a ideia de promover oficinas nas escolas, então surgiu o “Bagunça Produtiva”, um projeto que atua nas escolas públicas do Distrito Federal e propõe transformar diversão em trabalho, falando da profissão de DJ e produtor de eventos, sempre estimulando a criatividade e a iniciativa.

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Quais as atividades da Criolina hoje?
Depois de se manter por quase dez anos em atividades no mesmo bar em Brasília, o projeto Criolina migrou das segundas-feiras para outros projetos itinerantes, que circulam por vários espaços na cidade favorecendo parcerias com outros produtores locais e ampliando ainda mais o leque de possibilidades e articulações. Junto do “Palco Criolina” veio o “Sala Criolina”, onde montamos um cenário intimista na sala da casa de amigos para fazer entrevistas com artistas do cenário nacional. Isso tudo em parceira com o coletivo de vídeo ClipClipUha, que já é referência em Brasília na divulgação de vídeos de artistas locais e direção de videoclipes.

Na Criolina o que nos move é a vontade de realizar, conectar, criar, remixar e festejar.

 

Fonte: Criolina
Fotos: Divulgação

 

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