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A euforia passou, o cansaço também, mas a música continua. O Lollapalooza foi um dos assuntos mais comentados neste fim e começo de semana. Que o festival teve sol forte, público de 140 mil pessoas, grandes distâncias entre os palcos e boa música todo mundo já sabe. O que vamos contar agora é como foi a experiência da Carolina Ecco, que nos representou no Lolla. 

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“Interlagos virou um mar de gente, onde era impossível ficar sozinho, mas também era quase impossível andar sempre com o mesmo grupo. Era um mar em sintonia, concentrado e super agitado próximo aos palcos, onde os fãs mais fiéis permaneciam por horas a espera dos ídolos: Soundgarden, Phoenix, Nine Inch Nails, Arcade Fire, Lorde, entre outros.

Esqueçam pódio ou linha de chegada, o ponto mais disputado de Interlagos passou a ser a grade que separava o público do palco. O empurra-empurra era constante, o cansaço dominava, a espera parecia infinita, mas quando os artistas entravam no palco tudo isso passava, em segundos a gritaria e furor dominavam.

Vi muita gente criticando a line up assim que foi divulgada, comentando que nos outros anos foram superiores e coisas do gênero. Mesmo sabendo que poderia ser melhorada e desejando que vários artistas tivessem presença repetida, fica meus parabéns à organização do evento. Primeiramente por trazerem bandas que seriam improváveis de virem sozinhas ao Brasil, como também por ser um festival de grande porte que une gêneros e tribos diversas having a good time nessa época da - industrialização da adolescência - como mencionou vocalista do Cage the Elephant. 

O mais difícil era escolher entre as ótimas bandas quando os horários coincidiam: Lorde e Phoenix, Imagine Dragon e Portugal the Man. Isso sem contar o deslocamento gigante entre um palco e outro, era preciso perder o fim de um show pra poder ver o começo de outro.

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Apesar de tudo, a experiência que já era boa ficou espetacular quando o Arcade Fire subiu ao palco e fez uma performance maravilhosa. Completamente envolvidos com a música e interagindo com a plateia, a vertente da música como conexão nunca foi tão clara como quando milhares de vozes faziam ecoar a letra de Here comes the night time: But if there´s no music up in heaven, then what is it for?

A produção era incrível, o palco tinha vários espelhos no teto e eles mudavam de cor e refletindo uma luz que formava clarões na multidão. Régine ainda arrumou a bandeira brasileira no palco e cantou em português O morro não tem vez, de Tom Jobim. Desde a primeira música até a última -  Wake Up, a multidão cantou, pulou, aplaudiu e se tornou parte do espetáculo. A música parava, mas o coro infinito de ôôôôô Ôôô não, fazendo o vocalista pegar o violão para Just one more time.

O gostinho de quero mais persistiu após os fogos e o cessar das vozes. Agora é esperar 2015 para ver o que festival vai fazer pra nos surpreender".

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Fotos: Foto1 - Carolina Ecco e Fotos 2 e 3 - LollapaloozaBR
Colaboração: Carolina Ecco

 

INKY CAPA

A INKY lançou o primeiro single do segundo trabalho intitulado “Parallax”. A música é uma amostra do novo álbum que está por vir, que já foi gravado e está em processo de finalização.

FEBRE Capa

Inscrições para bandas, grupos ou artistas que queiram tocar no festival vão até o dia 10 de Julho de 2016.

CULTURAINGLESA CAPA

O evento acontece de 26 de maio a 12 de junho em São Paulo e traz diversas atrações inspiradas na British Invasion - movimento de artistas britânicos.

BANANADA CAPA

O festival acontece em Goiânia de 9 a 15 de maio e conta com 75 atrações, além de eventos paralelos. 

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